Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão, reagiu a uma fala que viralizou nas redes: Tomé Abduch agradecendo publicamente Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por “dar oportunidade” para que Jair Bolsonaro formasse o maior partido de direita do Brasil. Para Renan, a cena é praticamente um retrato da contradição da direita bolsonarista.
Durante a análise, ele lembra o histórico de Valdemar Costa Neto em escândalos de corrupção — desde o mensalão até episódios envolvendo o Ministério dos Transportes nos governos do PT — e critica o fato de que, mesmo com esse passado, o dirigente do PL hoje é tratado como referência dentro do campo bolsonarista.
Renan argumenta que parte do eleitorado já conhece esse histórico, mas simplesmente ignora o problema quando envolve o próprio grupo político. Na visão dele, essa lógica é a mesma que historicamente sustentou o petismo: tolerar corrupção quando ela vem “do próprio lado”. O resultado, segundo ele, é um sistema político em que todos passam a se sentir autorizados a roubar.
Ele também comenta a entrevista do próprio Valdemar Costa Neto sobre o escândalo do Banco Master, destacando que o caso pode atingir diversos partidos e figuras importantes da política nacional. Renan afirma que, nos bastidores, há acordos políticos para evitar investigações mais profundas, o que explicaria a resistência em levar adiante uma CPI sobre o tema.
Para o líder do MBL, o episódio expõe novamente o problema central da política brasileira: a normalização da corrupção dentro dos próprios campos políticos que dizem combatê-la.